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Uma Propriedade é legal quando está em
acordo com a legislação, obedecendo às leis
de preservação de 20% da reserva florestal e
"legal" de ser um lugar bonito, agradável,
com árvores e plantas, e não aquele infinito
pasto lotado de cupinzeiros por todos os
lados, denunciando a pobreza da terra. |
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As unidades de conservação existentes cobrem área insuficiente
para garantir a conservação da biodiversidade das nossas
florestas. A maior parte dos remanescentes florestais
encontra-se em propriedades privadas, inclusive em pequenas
propriedades.
Isso aumenta a responsabilidade dos proprietários e os torna
importantes parceiros na preservação das nossas matas. O
desenvolvimento de modelos de propriedades que levem em conta
o processo produtivo e a conservação dos ecossistemas é de
extrema importância para permitir o uso sustentado dos
recursos naturais de uma região.
O planejamento agrícola, em geral, leva em consideração
somente aspectos físicos do ambiente, como solo, clima e
relevo e aspectos de mercado, de forma pontual e desconectada.
Aliar o planejamento de propriedades com o de paisagens supõe
que sejam considerados os aspectos ecológicos no planejamento,
relacionando-se, assim, a estrutura dos ecossistemas naturais
e a suas funções ambientais (serviços ambientais) com os
sistemas produtivos das propriedades rurais.
A dinâmica do planejamento de propriedades e paisagens deve
seguir duas escalas de trabalho, uma em nível de propriedade,
e outra em nível de município. Em nível de propriedade, são
oferecidas ao proprietário orientações sobre a recomposição de
APPs e reservas legais, enriquecimento de florestas
secundárias, implantação de reflorestamentos com espécies
nativas de valor econômico, sistemas agroflorestais,
agricultura ecológica e implantação de microcorredores
ecológicos.
A nível municipal, é importante o levantamento da paisagem do
município, considerando-se os seguintes dados: fragmentos de
habitats existentes; condições ecológicas destes fragmentos;
tamanho médio dos fragmentos; distância média entre os
fragmentos; ameaças à integridade dos fragmentos; tipos de
relevos, uso do solo e a existência de corredores ecológicos. |